segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ao ver-te já nada cabe em mim!

Fiz-me livro

Para me desfolhares

Tocares e veres, leres e releres

A minha alma nunca antes lida...

Há sempre novos sentidos em cada linha

Há sempre versos por acabar

E páginas velhas por vincar...

 

Não quero ser pedra no teu caminho

Nem parede branca

Nem livro de estante,

Prefiro ser bilhete de comboio

Que te leva onde queres chegar,

Um destino distante,

Que ser livro de cabeceira

E estar onde devia estar...

Antes ser rasgada por ti,

Rasgada por inteiro

Atirada em pedaços ao nevoeiro

Cair em desgraça.

Mas... para quê ser livro

Se já sou o que és? 

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