Ao ver-te já nada cabe em mim!
Fiz-me livro
Para me desfolhares
Tocares e veres, leres e releres
A minha alma nunca antes lida...
Há sempre novos sentidos em cada linha
Há sempre versos por acabar
E páginas velhas por vincar...
Não quero ser pedra no teu caminho
Nem parede branca
Nem livro de estante,
Prefiro ser bilhete de comboio
Que te leva onde queres chegar,
Um destino distante,
Que ser livro de cabeceira
E estar onde devia estar...
Antes ser rasgada por ti,
Rasgada por inteiro
Atirada em pedaços ao nevoeiro
Cair em desgraça.
Mas... para quê ser livro
Se já sou o que és?
Psicologia em verso...
ResponderEliminar