Desmonta-me!
Vê-me peça a peça detalhadamente
E inocentemente
Encaixa-me uma e outra vez
Até te fazer sentido...
Sou grafite no teu crayon
De riscas pretas e brancas
Para aguçares repetidamente
No teu ouvido
(para o qual uivo em noites brandas...)
E marcador fluorescente
Que sublinha todas as tuas formas
Demoradamente
Sem deixar nada por ver...
Mas, se tudo for sublinhado
Nada está então sublinhado,
Nada está marcado em ti.
Então apago-me dolorosamente
Até te ver integralmente
E, sem me ver a mim,
Olhar para ti
Como Principio
E nunca como fim...