Outra vez na berma da estranha,
Nessa tão conhecida e percorrida estrada
Onde fiz das pedras que pisei,
Escadas para um novo céu
Que nunca cheguei a ver...
E volto ao inicio, como eterno ciclo que a terra tem,
Mas para quê afinal?
Para quê começar se vejo tudo a acabar,
A ruir, a destroçar?
Nada! Nada chega para alimentar o teu ego
Que me devorou inteira
E me desfez em pedaços triturados lentamente
Em meios termos torturados, arrancados a força
Onde me enforquei num silêncio de mágoa interminável ...
Pling! tic-tac partido, atirado para um poço vazio...
Fundo... demasiado fundo... demasiado...
E agora que tentas entrar de mansinho
Fecho-te a porta na cara,
porque já não suporto nada em ti
Já nada te traz de volta, não a ti,
Quem eu sempre quis...
E é suposto olhar para ti?
Não consigo olhar sem ver
E em ti já não vejo nada...
Já não és nada...
Só um outrora gasto que iludiu o agora...
Um agora de rastos...
Um agora sem amanhãs...
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